Inserção socioambiental da paleontologia na região central do Estado

A região central do Rio Grande do Sul, colonizada nos últimos 150 anos, tem uma história ligada à exploração agropecuária, realizada por grupos de imigrantes onde predominam culturas regionais advindas de descendentes de italianos, alemães, portugueses e africanos. A ocupação destas áreas na segunda metade do séc. XIX se fez às custas da coleta de essências nativas e da agricultura semintensiva.

Ao aumento populacional se seguiu a degradação ambiental das florestas e rios, uma vez que a agricultura comercial e a pecuária exigem cada vez mais espaço para o seu cultivo. Tal degradação ambiental pode ser medida pela crítica avaliação da qualidade do meio natural realizada por universidades regionais e estaduais, órgãos públicos de controle ambiental e outras instituições. Recentes investimentos na área da fruticultura, piscicultura e agricultura orgânica também apontam para a preservação ambiental e a exploração ecologicamente responsável nas propriedades rurais da região.

Atualmente, urge buscar outras alternativas, socioeconômicas para a região, que sejam compatíveis com a preservação ambiental e indutoras de comportamentos preservacionistas e que apontem para novos mercados.  O turismo cultural, científico e recreacionista é obviamente uma alternativa viável para fomentar uma série de outras atividades econômicas que permitam o desenvolvimento regional autossustentado e ecologicamente correto. Gerar oportunidades para outros setores ligados ao turismo, desonerando parte do impacto ambiental causado pelo setor agropecuário.

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